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Tão importante para a segurança no trânsito, o sistema de freios nos veículos nasceu com a necessidade de controlar os automóveis de maneira efetiva, interrompendo seu movimento quando necessário e, consequentemente, colaborando com a segurança de todos. Ele marca presença em todos os tipos de veículo, desde carroças até aeronaves e, como vamos ver hoje, nos carros também.
Com uma tecnologia em constante evolução, as boas condições desse sistema são cruciais para uma viagem tranquila e, inclusive, fazem parte da Lei no Brasil!
Para entender melhor como funciona, seus principais tipos e as orientações mais importantes ao cuidar das condições dos freios no seu carro, continue com a gente e anote as dicas!
O sistema de freios dos veículos é o conjunto de componentes que, em atuação orquestrada, é responsável por parar o movimento de qualquer automóvel. Ele transforma a energia cinética em calor através do atrito entre as pastilhas e o disco de freio, ou do tambor com as lonas de freio (dependendo do modelo, ano de fabricação ou marca).
Quando acionado, através do pedal, esse sistema transmite pressão para que as rodas parem por completo, fazendo com que seja possível realizar frenagens com segurança e fluidez. Por isso, podemos dizer que sua importância é bastante clara: quando um sistema de freios conta com problemas ou desgaste, é possível notar falhas nos momentos de frenagem e até mesmo ameaçar a segurança ao dirigir, tornando as manobras mais bruscas e incertas.
O sistema de freios tem alguns componentes principais (como o cilindro mestre, o fluido de freio, as pastilhas, os calipers e os cilindros da roda), que atuam em sintonia sempre que o pedal é acionado pelo motorista. Funciona assim:
Ainda, em carros com sistema ABS existe maior monitoramento da rotação das rodas, pois esse sistema é responsável por modular a pressão de frenagem, evitando o seu travamento e garantindo maior controle ao motorista durante as manobras.
Como a indústria automotiva, o sistema de freios dos carros passou (e ainda passa) por melhorias e mudanças importantes ao longo de sua história. O resultado disso é que, hoje, existem diferentes tipos de freios a depender do modelo do veículo, assim como seu ano de fabricação. Todos contam com algumas vantagens e desvantagens, e seu funcionamento é baseado nas necessidades de cada modelo. Veja:
Geralmente encontrados em carros leves, motos, caminhões e até alguns veículos esportivos, os freios a disco são os mais comuns em modelos recentes. Eles consistem em componentes metálicos e achatados, que são presos ao cubo de roda e às pinças, colaborando com a frenagem das pastilhas de freio.
Eles costumam ser menos suscetíveis a danos causados por detritos comuns ao uso de veículos (como a terra e a água), contam com maior sensibilidade e efetividade durante as frenagens e evitam o superaquecimento (e a consequente perda de eficiência dos freios) por possuírem mecanismos próprios voltados à dissipação do calor.
Em contrapartida, esse sistema costuma ser mais caro em comparação ao freio de tambor, com uma manutenção que pode ser complexa e delicada.
Os freios a tambor levam alguns componentes diferentes dos freios a disco, como as molas, as alavancas e as sapatas de freio. Além disso, também contam com os tambores: diferentemente de como acontece nos freios de disco, o tambor é uma peça circular que está diretamente ligada à roda e recebe o atrito criado pelas sapatas de freio. Como resultado, o cilindro mestre transmite a pressão gerada para as rodas através das chamadas “linhas de freio”.
Além do menor custo em comparação aos freios a disco, os freios a tambor também costumam ser mais robustos e, consequentemente, mais resistentes.
Suas desvantagens giram em torno de sua performance, sua potência em dissipar calor (que é menor em comparação às tecnologias a disco) e à necessidade de manutenções mais frequentes, como a substituição de peças e a conservação de uma lubrificação apropriada.
Independente de qual dos tipos de freio seu carro leva, sabemos que esse sistema é necessário em qualquer ocasião, e falhas em seu funcionamento podem causar sérios acidentes. Pensando nisso, é importante que a manutenção preventiva faça parte da rotina de todos os motoristas e, inclusive, que todos saibam quais componentes avaliar no momento da revisão. Confira-os a seguir:
A orientação do Centro de Experimentação e Segurança Viária do Brasil (Cesvi – Brasil) é que a troca das pastilhas de freio precisa ser realizada sempre que a espessura das pastilhas estiver inferior a 2mm — desgaste que, geralmente, acontece após cerca de 20 mil quilômetros rodados.
Os principais sinais de que está na hora de trocar as pastilhas de freio são perda de eficiência e certo desconforto no pedal, que se intensifica durante manobras que envolvem a frenagem do veículo.
O fluido do freio deve ser trocado a cada dois anos e seu nível deve ser analisado sempre que possível. Isso porque, como já comentamos, ele é o responsável por transmitir a pressão do pedal para os discos ou tambores. Quando não está em níveis satisfatórios, pode causar falhas na frenagem e fazer com que a eficiência dos componentes seja diminuída.
Além disso, durante as revisões periódicas também é importante notar o estado geral deste fluido: quando está com uma cor escura ou existe a presença de bolhas de ar, chegou a hora de trocá-lo.
Seja porque você nota sinais (como ruídos, por exemplo) de que os freios podem estar precisando de atenção especial, ou mesmo porque chegou o momento anual da revisão do veículo, é importante cuidar desse sistema com frequência, analisando todos os seus componentes e contando com ajuda profissional para isso.
Se existirem falhas ou desgastes iniciais, a manutenção preventiva vai poder notá-las antes que causem problemas maiores na usabilidade dos freios, evitando imprevistos com as manobras e, em casos mais graves, até mesmo acidentes.
Apesar de parecer uma dica óbvia, ressaltar que os hábitos de direção podem prejudicar a estrutura dos freios é fundamental para a segurança no trânsito. As frenagens bruscas e a direção por terrenos muito irregulares são ações que, ao tornarem-se hábitos, podem sobrecarregar alguns componentes do sistema de freios dos carros. Essa sobrecarga repetida, por sua vez, faz com que o sistema se desgaste mais rapidamente.
Como consequência, as manutenções tornam-se mais frequentes e imprevistos e acidentes podem ser mais prováveis.
Agora que você entendeu o que é, como cuidar e os principais tipos de freio existentes, que tal continuar conhecendo mais sobre esse componente no nosso blog? Reunimos diversos conteúdos sobre seus componentes, que podem complementar a leitura e conferir mais respostas sobre o tema! Confira!
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